… E de volta outra vez

Maior do que o cigarro, a bebida e, até mesmo o Crack. Escrever, sem sombra de dúvidas é um vício tremendo.

Depois de mais de cinco anos sem escrever uma única linha em meu blog, aqui estou eu, sentado diante do mesmo notebook que uma vez utilizei para desativar aquele que, ao longo de mais de quinze anos foi destinatário de grande parte de minha produção “literária”.

Foram mais de quinze anos alimentando o Covil do Malla. Seis dos quais dediquei a alimentar a versão que hospedava no Blogger, um intervalinho para que eu migrasse para o WordPress.

Foram quinze anos marcados por alegrias, tristezas, emoções, discussões, ameaças, piadas infames, lutas, grandes conquistas e amargas derrotas.

Não foi pelo dinheiro (Aliás, que dinheiro?). Não foi pelo prestígio. Muito menos pela fama ou pelo respeito de alguém (se é que, em algum dia da minha vida cheguei a ser respeitado por alguma pessoa).

As coisas cresceram. Organizamos encontros, palestras. Tive a oportunidade de conhecer diversas pessoas que, como eu, também possuíam um pouco desta maravilhosa loucura dentro de si.

Não posso reclamar desses mais de quinze anos escrevendo o Covil do Malla. Mesmo com tantos percalços.

Infelizmente, como tantas boas coisas na vida, um dia acabei me vendo obrigado a tomar uma difícil escolha: a de abrir mão de muito daquilo que tanto amava fazer. Uma destas coisas era justamente dar continuidade ao meu tão amado Blog.

Ao contrário do que muita gente pensou, não foi por causa de pressões externas e muito menos por força de processos judiciais. Infelizmente, como fiz bem questão de frisar em diversas ocasiões, os pobres coitados que tentaram me acionar judicialmente por conta de supostas postagens de cunho ofensivo, o sucesso teria sido uma certeza se tivessem me contratado para defende-los no caso contra a minha pessoa (risos).

A verdade é que a internet estava mudando rapidamente. Aqueles que antes buscavam páginas com conteúdo literário, textos e notícias, agora dedicam-se a acessar blogs  com conteúdo mais dinâmico, mais simplificado (imagens, memes, vídeos, etc).

A replicação de conteúdos entre os grandes blogs tornou-se algo tão corriqueiro, que, a meu ver, continuar sendo um blogueiro a moda antiga perdeu completamente a sua razão de ser.

Por que me dar ao trabalho de criar conteúdo, quando tudo aquilo que as pessoas buscam são conteúdos de rápida consumação, pouca informação e ampla replicação? Aonde foi parar a busca pela informação, o desejo pelo debate e discussão? Aliás, sobre o desejo pelo debate e pela discussão, cumpre abrir um breve parentese: hoje o debate inteligente, vem dando lugar a uma verdadeira troca de argumentos vazios desferidos por mentes vazias, moldadas através de extensa manipulação neural promovida pelas grandes lideranças.

Foi com grande peso no coração, que á pouco mais de cinco anos, utilizando-me deste mesmo computador, apaguei um a um cada uma das postagens do Covil do Malla 2.0. Despedindo-me, relembrando-me saudosamente de cada momento, de como cada uma delas influiu no meu cotidiano e no cotidiano de cada um daqueles que foram atingidos pelo seu teor.

Após deletar pouco mais de onze mil postagens, o adeus final de deletar de uma vez por todas o meu velho companheiro. O peso logo se tornou uma dor e, ao final do processo de exclusão, a dor tornou-se um sentimento de vazio.

Forcei-me a crer que havia sido melhor assim.

O tempo passou. O mundo girou. Continuei a seguir minha vida. Abri empresa. Fechei empresa. Reabri empresa. Hoje sou proprietário de meu próprio negócio. Faço aquilo que gosto, enquanto gosto. Quando deixar de gostar, procurarei outro meio de vida.

Conheci pessoas. Fiz amigos. Ganhei inimigos. Me apaixonei. Tive o coração partido. Me apaixonei novamente. Ainda estamos juntos. Hoje me sinto quase completo, porém aquele vazio que senti após ter apagado o Covil do Malla, efetivamente nunca se apagou.

É a mais pura verdade… Escrever é um vício… E hoje percebo mais uma vez que sou incapaz de abandonar a este vício…

Não sei por quanto tempo. Não sei por onde começar. Quero algo novo. Algo diferente. Algo que nunca antes tentei nos anos anteriores. Um novo começo ao Covil do Malla, sem perder as características que fizerem dele e mim, sermos quem somos.

Quero, antes de mais nada, agradecer a todos pelas palavras de carinho. Aos nossos antigos seguidores, peço as mais sinceras desculpas pelo longo intervalo. Gostaria de contar com o seu retorno ao nosso humilde espaço, ao tempo em que gostaria de poder contar com o seu apoio e contribuição para as futuras pautas de nosso Covil.

Então vamos lá!! Hora de tocar o terror!

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